MArquE
  • Publicado em 06/09/2018 às 11:49

    CARTA ABERTA À COMUNIDADE E À REITORIA DA UFSC, QUANTO À SITUAÇÃO DO MUSEU UNIVERSITÁRIO

    O Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MarquE) é um órgão suplementar da Universidade Federal de Santa Catarina vinculado ao Gabinete da Reitoria. Conhecido como o berço da Antropologia no estado de Santa Catarina, teve o início de suas atividades na década de 1960 enquanto Instituto de Antropologia, passando, com a Reforma Universitária de 1971, à condição de Museu Universitário.

    Atualmente, e mantendo sua relevância nos cenários arqueológico, antropológico, museológico e histórico da Região Sul, o MArquE faz parte da Rede de Museus Universitários, possui parcerias importantes quanto ao endosso a obras de interesse público, atende pesquisadores interessados nos acervos aqui salvaguardados e que desenvolvem teses, dissertações e trabalhos de conclusão de curso, bem como relatos de estágio, atua com populações indígenas, recebe escolas das redes pública e privada, atua na formação de professores, organiza eventos, sendo referência no estado nas questões de conservação de acervos, entre outras ações. Além disso, e em articulação com demandas locais, o MArquE está aberto à visitação de terça à sexta e no primeiro sábado de cada mês, desenvolvendo atividades educativas junto a diferentes públicos, notadamente o escolar, se constituindo como uma referência para as redes pública e privada de ensino e, neste momento, trabalha no projeto de uma nova exposição temporária sobre Franklin Cascaes. Dados que podem ser consultados nos seguintes documentos: Plano Museológico 2016-2021 e o Relatório Anual de Atividades 2017, ambos publicados na página do MarquE (http://museu.ufsc.br/).

    As dificuldades orçamentárias historicamente sentidas pelos museus e instituições educativas vêm sendo aprofundadas pelas políticas de austeridade implantadas pelo governo atual, notadamente em decorrência da Emenda Constitucional do Teto de Gastos Públicos (resultado da aprovação da PEC 241/2016 na Câmara dos Deputados e 55/2016 no Senado Federal), que congela por 20 anos o investimento público em esferas estratégicas como a educação e a cultura.

    Essa triste realidade, que negligencia os museus brasileiros, aniquilou o Museu Nacional/UFRJ e tem afetado visceralmente outros museus universitários pelo país. É neste contexto de precarização que o MArquE vem a público apontar sua realidade. Afinal, tamanha relevância institucional não tem sido suficiente para que questões básicas de segurança (para as pessoas e os acervos) sejam garantidas.

    Não é novidade para as instâncias da gestão universitária que o MArquE possui questões latentes. Falamos aqui de problemas estruturais (como goteiras, infiltrações, problemas elétricos e de acessibilidade, entre outros) e relativas ao seu reduzido corpo técnico. Durante os últimos anos, e após a instituição se organizar internamente, vários foram os pedidos de manutenção predial, de acompanhamento institucional para elaboração e gestão de projetos estruturais, bem como tentativas de encaminhar a elaboração de um Plano de Gestão de Riscos, que culminaria em um Plano de Segurança e Emergência.

    A falta de solução de nossas demandas, ou o encaminhamento de forma equivocada, nos faz refletir: O que a UFSC espera e projeta para o MArquE?

    Quando nos deparamos com problemas simples como a falta de sinalização no Campus que informe a existência e localização do MArquE, quando entendemos que o Museu não possui orçamento próprio, quando vemos um prédio novo e com tantos problemas sendo utilizado sem as devidas autorizações, entendemos que talvez as instâncias de diálogo estejam esgotadas.

    Neste sentido nos manifestamos.

    Com esta carta, informamos a comunidade acadêmica, os órgãos de gestão universitária e a sociedade que, na ausência da garantia de segurança para os acervos e para as pessoas, a equipe opta por não colocar visitantes e pesquisadores em risco. Dessa forma, com pesar comunicamos a decisão de suspender, a partir do dia 10 de setembro de 2018, as atividades de ensino, pesquisa e extensão que envolvam pessoas que não fazem parte do quadro de trabalhadores do MArquE. O retorno destas atividades do Museu está condicionado à liberação de uso do prédio por parte dos órgãos públicos pertinentes (alvará do Corpo de Bombeiros e Habite-se da Prefeitura Municipal) e manifestação da Universidade perante demandas imperativas já manifestadas anteriormente.

    A equipe seguirá trabalhando e desenvolvendo as atividades internas, buscando minimizar quaisquer possíveis danos, e se coloca à inteira disposição para os encaminhamentos necessários para a resolução desta situação. Aproveitamos para, nesta Carta Aberta, solicitar formalmente uma audiência com o Magnífico Reitor Ubaldo Balthazar a ocorrer no MarquE, para tratar da questão, de forma que possamos brevemente voltar a prestar seus serviços à comunidade.

    Finalmente, a equipe do MarquE traz a público sua total solidariedade e apoio ao Museu Nacional/UFRJ, disponibilizando seus especialistas para colaborar nas atividades que o MN/UFRJ entenda necessárias.

    Florianópolis, 06 de setembro de 2018

    Equipe do MArquE


  • Museus e Resistência – ciclo de debates Museu em Curso

    Publicado em 18/09/2018 às 17:33

    O MArquE e o Curso de Graduação em Museologia da UFSC convidam para a edição “Museus e Resistência” do ciclo de debates “Museu em Curso”.

    Confira a programação no cartaz abaixo e se inscreva clicando aqui

    Descrição da imagem: cartaz de divulgação que traz os seguintes locais, horários e atividades: 26/09/2018 – Local: Auditório do Centro Socioeconômico – CSE – 08:30-09:30 Credenciamento; 09:30-10:00 Cerimônia de Abertura do Evento; 10:00-12:00 Conferencia de Abertura com Dra. Marília Xavier Cury – MAE/USP; 12:00 -14:00 Intervalo para almoço; 14:00-17:00 Mesa 1 – Novos Museus – Mediação – Profa. Renata Padilha(Museologia/UFSC) Temas e componentes da mesa: Museu da Maré – Luiz Antônio de Oliveira; Museu das Remoções – Thainã Medeiros Museu da Diversidade Sexual – Franco Reinaudo 27/09/2018 Local: Auditório do Centro Socioeconômico – CSE 09:00-12:00 Mesa 02 – Outras Museologias Mediação – Profa. Thainá Castro (Museologia/UFSC). Temas e componentes: Comunidade Cultural Quilombaque – Clébio “Dedé” de Souza; Rede Indígena de Memória e Museologia Social – Fabrício Karipuna; Rede de Museologia Social – Inês Gouveia; Programa Pontos de Memória – Cláudia Feijó; 12:00 -14:00 Intervalo para o Almoço 14:00 -17:00 Conferência de Encerramento com Dra. Regina Abreu – Programa de Pós Graduação em Memória Social/UNIRIO; 17:00 -18:00 Plenária Final OFICINAS – inscrições apenas para estudantes de museologia 28/09/2018 10:00 – 13:00 e 14:00 – 18:00 “Introdução ao desenho técnico e SketchUp”; Ministrantes: Lucas Figueiredo Lopes e Marcela Lemos Motta; Local: será informado posteriormente 10:00 – 13:00 e 14:00 – 18:00 “Introdução à conservação de obras sobre papel”; Ministrante: Vanilde Rohling Ghizoni; Local: LABCON – Sala 204, Bl. D do CED. Abaixo das informações estão as logos do MArquE, do Curso de Graduação em Museologia, da SeCArte e da UFSC


  • Nota de repúdio à extinção do Instituto Brasileiro de Museus

    Publicado em 14/09/2018 às 9:26

     

    NOTA DE REPÚDIO À EXTINÇÃO DO INSTITUTO BRASILEIRO DE MUSEUS

    Apenas alguns dias após a destruição concreta do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista/UFRJ por um incêndio, recebemos com amargura e indignação a notícia de mais uma destruição, desta vez política e simbólica, no campo dos museus: a extinção do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura.

    Criado em 2009, o IBRAM constituiu importantes políticas para o campo museal atuando de forma democrática e participativa. Parece-nos emblemático que sua extinção se dê de forma autoritária e apressada, por meio de duas Medidas Provisórias (850 e 851) com caráter de urgência, sem qualquer discussão com os intelectuais e profissionais do campo, a sociedade civil organizada, e nem mesmo os servidores e o próprio presidente do Instituto.

    A mudança da personalidade jurídica do órgão gestor de 27 museus federais com a criação da Agência Brasileira de Museus (ABRAM) em substituição ao IBRAM não é mera formalidade ou alteração burocrática. Trata-se de mais uma abertura do governo à privatização dos serviços públicos. Defendemos que a gestão pública dos museus é imprescindível para que estes estejam a serviço dos interesses públicos, cumprindo da melhor forma o previsto no Estatuto dos Museus (Lei 11.904/2009).

    Lamentamos que a tragédia no Museu Nacional esteja sendo utilizada para ilustrar o falacioso argumento de que o problema do campo museal é a suposta má-gestão dos recursos na esfera pública, buscando justificar a superioridade da gestão privada, notadamente por meio das Organizações Sociais. Refutamos este argumento sob dois ângulos. Em primeiro lugar, o de que se trata de um problema de gestão: entendemos que o problema principal está na pouca valorização dos museus e em seu consequente sub-financiamento. Em segundo lugar, o de que a gestão privada é mais adequada: são diversos os exemplos práticos que demonstram que esta é menos útil socialmente e mais onerosa financeiramente. Assim, não concordamos que a criação da ABRAM e a abertura para as parcerias público-privadas e Organizações Sociais serão positivas para o funcionamento dos museus brasileiros.

    Isto posto, nós, servidores do Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral, da Universidade Federal de Santa Catarina, vimos a público manifestar nosso repúdio à extinção do Instituto Brasileiro de Museus, não apenas pela alteração de gestão dos museus que a ele eram subordinados, mas também pela importância de suas políticas e ações para todos os museus brasileiros. Ademais, externamos nosso repúdio à forma arbitrária como foi conduzida esta importante modificação para todo o campo museal no país.

    Florianópolis, 13 de setembro de 2018.

     


  • Espaço Aberto recebe a exposição “Abandono III”

    Publicado em 27/08/2018 às 18:15

    O Espaço Aberto do Pavilhão de Exposições do MArquE recebe, até o dia 28 de setembro, a exposição “Abandono III”, do fotógrafo e professor Milton Muniz.

    A exposição é composta por 62 fotografias coloridas, retratos da fachada de casarios de Florianópolis que representam variáveis culturais relativas ao estilo, ao tempo e ao poder econômico. Para além da importância da valorização da fachada das edificações, a exposição pretende contribuir, de acordo com seu proponente, com a discussão sobre a preservação ou a demolição do casario: “Quando a edificação deixa de ser residência, para a qual foi projetada e construída, assumindo uma outra função, pode estar preservada a sua existência, ou encaminhada à demolição, dando lugar a outra construção.  Abandonada, sua existência se torna incerta”.

    A exposição foi selecionada no Edital Espaço Aberto 2018.

    descrição da imagem:
    vista do Espaço Aberto com a exposição montada. Em primeiro planos vê-se parte das fotografias. Elas são impressas em grande formato (30×45 centímetros) e estão coladas em recortes de papelão marrom. Estão suspensas por fios transparentes como em um varal. As fotografias retratam fachadas de vários casarios, de diferentes formas e cores. Em segundo plano vê-se a parede branca do fundo, onde há em letras prateadas o nome do prédio: Pavilhão de Exposições Antropólogo Silvio Coelho dos Santos.

    O que: Exposição Abandono III
    Quando: de 28 de agosto a 28 de setembro, de terça a sexta das 7:30 às 19:00 (entrada até às 18:30)
    sábado dia 01 de setembro, das 13:00 às 17:00 (no sábado, entrada apenas pela rótula da Trindade/BU)
    Quanto: Gratuito
    Onde: Térreo do Pavilhão de Exposições Silvio Coelho dos Santos/MArquE


  • Exposição “Índios do Brasil” no Espaço Aberto

    Publicado em 17/07/2018 às 18:30

    Até o dia 20 de agosto, o MArquE recebe a exposição “Índios do Brasil”, selecionada no Edital Espaço Aberto 2018.
    A exposição  tem como proposta problematizar questões sociais relevantes como a participação indígena na sociedade nacional, reunindo fotografias a partir do trabalho de três antropólogos dedicados à temática indígena no Brasil: Prof. Sílvio Coelho dos Santos (que nomeia o pavilhão no qual se insere o Espaço Aberto), Prof. João Pacheco de Oliveira e Prof. Renato Amram Athias.

    Fotografia do Espaço Aberto com a exposição montada. Vêem-se módulos brancos plotados com fotografias grandes em preto e branco e textos. Acima dos módulos é possível ler o nome do Pavilhão, “antropólogo Sílvio Coelho dos Santos”. 

     

    Quando: de 16 de julho a 20 de agosto de 2018, de terça a sexta das 7:30 às 19:00 (com entada até às 18:30) e no sábado dia 04/08 das 13:00 às 17:00.

    Onde: Térreo do Pavilhão de Exposições – MArquE – Campus Universitário Trindade
    (aos sábados, entrada de carro apenas pela rótula da Trindade)

    Quanto: gratuito


  • Horário especial nos dias de jogo do Brasil

    Publicado em 02/07/2018 às 17:42

    O MArquE informa que, seguindo as recomendações da Universidade e do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (Portaria 143 de 01/06/2018), está funcionando em horário especial nos dias em que o Brasil joga na Copa do Mundo:

    • das 7:00 às 13:00 nos dias em que o jogo é no período vespertino (exposições abertas das 7:30 às 13:00)
    • das 14:00 às 19:00 nos dias em que o jogo é no período matutino (exposições abertas das 14:00 às 19:00, com entrada até às 18:30)

     


  • 2º Encontro entre professores indígenas e não-indígenas

    Publicado em 12/06/2018 às 13:40

    Tendo em vista a enorme procura por inscrições e a riqueza que foi nosso 1º Encontro entre professores indígenas e não-indígenas, vem aí o segundo encontro!

     

    Descrição da imagem: cartaz de divulgação do 2º Encontro entre professores indígenas e não indígenas: ampliando o olhar sobre a história e a cultura dos povos originários do Brasil. Tem a identidade visual da exposição Tecendo Saberes… Fala da diversidade de culturas e línguas indígenas no Brasil e apresenta a oportunidade de diálogo entre as comunidades escolares para refletir conjuntamente desafios, esclarecer dúvidas e enriquecer repertórios, a partir da experiência e do olhar dos protagonistas dessa história, com apoio da exposição intitulada Tecendo Saberes pelos Caminhos Guarani, Kaingang e Laklãnõ-Xokleng. Em seguida traz as informações sobre o encontro –
    Data: 20 de Junho de 2018
    Horário: das 08 às 12h
    Local: MArquE – Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC
    Colaboração espontânea: doações de roupas e cobertores
    Vagas limitadas
    Inscrições no site do Museu – http://museu.ufsc.br/encontro-professores


  • Funcionamento do MArquE em função do feriado de Corpus Christi

    Publicado em 01/06/2018 às 13:35

     

    Descrição da imagem: aviso de que não haverá expediente no MArquE nos dias 31 de maio, 01 e 02 de junho por conta do feriado de Corpus Christi. O layout é em tons amarelos e abaixo das informações há os logos do museu e da UFSC.


  • Funcionamento do MArquE em função da situação de desabastecimento

    Publicado em 29/05/2018 às 15:25

    Tendo em conta o contexto vivido em Florianópolis pelos desdobramentos da greve dos caminhoneiros, com o desabastecimento de combustíveis, e a possível paralisação do transporte público, informamos que o MArquE está com seu atendimento nas exposições suspenso (visitas espontâneas e mediadas).

    Estamos trabalhando em regime de plantão para realizar serviços administrativos e garantir a continuidade das demais atividades.

    O uso do auditório para defesas de mestrado está sendo mantido.

    Solicitamos que fiquem atentos às informações que serão divulgadas no site e demais canais de comunicação do MArquE/UFSC. Estaremos atualizando continuamente, conforme novas decisões.

    Horário de funcionamento neste período: 8h00 às 18h00.

     

     


  • Encontro entre professores indígenas e não indígenas no MArquE

    Publicado em 14/05/2018 às 14:15

     

    Descrição da imagem: cartaz de divulgação do Encontro entre professores indígenas e não indígenas: ampliando o olhar sobre a história e a cultura dos povos originários do Brasil. Tem a identidade visual da exposição Tecendo Saberes… Fala da diversidade de culturas e línguas indígenas no Brasil e apresenta a oportunidade de diálogo entre as comunidades escolares para refletir conjuntamente desafios, esclarecer dúvidas e enriquecer repertórios, a partir da experiência e do olhar dos protagonistas dessa história, com apoio da exposição intitulada Tecendo Saberes pelos Caminhos Guarani, Kaingang e Laklãnõ-Xokleng. Em seguida traz as informações sobre o encontro – Data: 24 de Maio de 2018
    Horário: das 14 às 18h
    Local: Marque – Museu de Arqueologia e Etnologia da UFSC
    Colaboração espontânea: doações de roupas e cobertores
    Vagas limitadas
    Inscrições no site do Museu – http://museu.ufsc.br/encontro-professores
    Para mais informações, confira o evento de mesmo nome no Facebook.