Materiais pedagógicos impressos

ARQUEOLOGIA

Para a exposição de longa duração “Arqueologia em Questão: Percorrendo o Litoral Catarinense” foram elaborados três materiais pedagógicos impressos. Estes são distribuídos gratuitamente no contexto da visita mediada com grupos agendados, de acordo com a faixa etária dos visitantes.

 

capa livro

Era uma vez no MArquE é um livreto de literatura infantil que conta a história do boneco Marquito, que se tornou, de certa forma, o mascote do MArquE. Formado pelos materiais de trabalho esquecidos em uma escavação por um arqueólogo bagunceiro, Marquito termina por visitar a exposição de longa duração do museu – e fica encantado com o que encontra!

O texto foi inicialmente escrito e musicado pela pedagoga Flora Bazzo Schmidt para ser contado oralmente, com inspiração no trabalho da Cia Mafagafos. A contação de “Era uma vez no MArquE” é feita com o boneco do Marquito, construído no decorrer da história por objetos de uso no trabalho de campo da arqueologia, como balde, pás e bandeja…  Pensada como estratégia de aproximação do público infantil com a ciência arqueológica, a contação é realizada no acolhimento aos grupos de educação infantil e dos primeiros anos do Ensino Fundamental à exposição, para tratar de maneira lúdica do trabalho do arqueólogo.

Tendo em vista o envolvimento das crianças com a história, em 2014 foi transformada em livro, ilustrado por Cristina Nunes, que você pode acessar digitalmente clicando aqui. Assim, as crianças podem levar para casa um pouco do que vivenciaram no Museu, de forma a aumentar seu sentimento de pertencimento e familiaridade com o espaço. Também é uma forma de ampliar a comunicação com a comunidade, pois as famílias das crianças muitas vezes nunca tiveram acesso ao museu.

A contracapa do material é composta por ilustrações de cada um dos objetos que compõem o Marquito, assim como as instruções para a montagem de um boneco articulado a partir do recorte e montagem destas com colchetes.

O material impresso, que está em sua segunda tiragem, é distribuído gratuitamente às crianças que visitam a exposição.

 

 

Catálogo didático “Arqueologia em Questão”

Ao elFotografia colorida de quatro fichas do catálogo sobrepostas. Elas têm fundo branco e detalhes em tons terrosos. Na ficha mais visível lê-se "catálogo didático - arqueologia em questão: percorrendo o litoral catarinense". Das demais aparece apenas o título: históricos, populações Jê, populações Guarani, os sambaquis, oficinas líticas e representações rupestresaborar o catálogo da exposição de longa duração, a equipe do MArquE decidiu por investir no diálogo com a educação formal, criando um material com formato  e a linguagem adequados para o trabalho educativo na educação básica.

O catálogo é assim composto por fichas grandes, organizadas segundo os módulos da exposição, que contém imagens do acervo e textos curtos que apresentam o discurso expositivo de forma acessível a crianças e jovens.

 O catálogo é distribuído às instituições educativas que visitam a exposição, para compor sua biblioteca. Também foram realizadas parcerias com secretarias de educação da Grande Florianópolis para uma distribuição gratuita e dirigida em suas instituições educativas.

 

Caderno de atividades

capa caderno

O caderno de atividades teve como público alvo na sua elaboração os estudantes do sexto ano do Ensino Fundamental. Tal opção partiu do reconhecimento de que é neste momento da escolarização que o tema da arqueologia consta no currículo escolar, na disciplina de história. Como primeiro passo, foram analisados os excertos de materiais didáticos que tratam sobre o tema, e percebeu-se que este costuma ser abordado como algo distante da realidade dos escolares, mais ligado ao Egito e à Grécia antiga.

Se por um lado o Museu é compreendido como espaço de educação não-formal que tem especificidades que o diferenciam dos espaços escolares, por outro o diálogo com as escolas, que são hoje nosso público visitante principal, é um caminho muito rico. Nesse sentido, buscou-se constituir um material que não tivesse o formato e a rigidez de um material didático, mas pudesse contribuir para uma aproximação dos estudantes de sexto ano com a realidade da arqueologia brasileira e dos povos que viveram no litoral catarinense no tempo pretérito. O material foi pensado tanto para se constituir como material paradidático, um recurso com o qual os professores possam dar seguimento aos aprendizados da visita em sala de aula, quanto para os estudantes explorarem sozinhos quando não for o caso. Utilizamos ainda, para a elaboração do material, orientações contidas nos Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino de história neste ciclo.

Buscou-se incorporar certa ludicidade às proposições, resguardando o fato de que esta não poderia se sobrepor à intencionalidade educativa do material. Assim, optou-se por priorizar proposições formativas que integrassem a observação das formas e objetos e a relação passado-presente ao conteúdo formal apresentado pela exposição

O público alvo da distribuição foi ampliado no contexto das mediações, tendo contemplado grupos a partir do terceiro ano do ensino fundamental (desde que estivessem trabalhando a temática em sala, tendo construído bases que permitiriam às crianças compreender o teor dos textos), até grupos de Educação de Jovens e Adultos.

 

FRANKLIN CASCAES

sobre fundo bege com desenhos de pipas e estrelas, escultura em gesso de um senhor sentado, abraçado a um menino em pé. O senhor aponta para cima, para onde ele e o menino olham. Ao lado da escultura está escrito "Cascaes e Eu"

O livro “Cascaes e eu” propõe um diálogo entre a vida e(m) obra do artista Franklin Joaquim Cascaes e o leitor, que se torna também personagem  do livro à medida que é convidado a completar as páginas com suas memórias, suas palavras e suas imagens.

Dentro da vasta coleção doada em vida pelo artista ao MArquE, optou-se por fazer um recorte focado na infância, e sobretudo nas brincadeiras – as brincadeiras infantis que Cascaes registrou em esculturas, mas também as brincadeiras de imaginar que sua instigante obra propõe.

O livro foi distribuído de forma gratuita e dirigida, no contexto de oficinas pedagógicas realizadas paralelamente à exposição “Cascaes no MArquE”. A produção do material e as oficinas ocorreram com apoio da Fundação Catarinense de Cultura – Funcultural, por meio do Prêmio Elisabete Anderle.